made with love

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consciência & sustentabilidade

Baseado em uma reflexão e preocupação com o pós consumo, a quantidade de descarte da indústria do vestuário, os químicos, a mão-de-obra escravizada, tantos outros impactos, busquei ávidamente por alguma solução, algo que pudesse contribuir para solucionar parte dessa questão. Então comecei a olhar para a geração de pré consumo e desenvolvimento de novas fibras têxteis, claro que, dentro desses estudos existem inúmeras fibras que já são produzidas com alguns materias de reuso, como couro de cogumelo ou frutas, fibra de café (possui proteção UV), vários outros.


Nesses estudos descobri a possibilidade de construir um tecido em casa, totalmente biodegradável, não alergênico, atóxico e durável. A nanofibra de celulose, se dá através de fermentação acética bacteriana. A bactéria, para captar melhor o oxigênio, produz longas microfibras de celulose que se aglutinam na superfície de um meio líquido formando uma espécie de capa de consistência gelatinosa. Depois de retiradas desse meio, purificadas, secas e compactadas, essas microfibras transformam-se em finíssimas películas de celulose pura com potencial para uso em múltiplas aplicações na área industrial. 


A perspectiva para aumento da produção de celulose bacteriana pode levar à oportunidade de substituir a celulose oriunda do setor florestal, o que teria implicações econômicas, sociais e ambientais. Do ponto de vista ambiental grandes oportunidades surgiriam, devido à uma maior disponibilidade de terras agricultáveis ou espaço para reflorestamento com espécies nativas, com recuperação da fauna e flora, um novo enfoque para produtos oriundos da biotecnologia de micro organismos seria dado.


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slowfashion 


A moda é uma das indústrias que mais poluem no planeta, sendo também uma das maiores consumidoras de água, ao lado da agropecuária. Nós somos também o que vestimos, no sentido mais profundo da história. A cada segundo equivale a um caminhão de lixo têxtil que é desperdiçado no mundo. Chegou a hora de mudar. A indústria têxtil pode agredir o meio ambiente de muitas maneiras. Há tanto tingimentos, lavagens e químicos, quanto itens de vestuário de decomposição nos aterros sanitários, no caso das fibras derivadas de petróleo, demora centenas de anos para acontecer. 

Diante desse cenário, transparência é um dos meus principais valores. Escolhendo trabalhar com matérias-primas restaurativas (recicladas ou recuperadas) ou regenerativas (fibras naturais ou biodegradáveis).


Escolha qualidade ao invés de quantidade. As peças confeccionadas por mim, não são feitas para durarem o tempo de uma estação ou tendência, se cuidarmos com amor ela durará muitos anos. Uso como guia a demanda e utilidade para desenvolver os produtos. Um guarda-roupa inteligente é aquele que as roupas são tão queridas por esses valores, que poderiam ser usadas todos os dias.


tr-draping_

transformational & reconstruction  

Shingo Sato é modelista e ícone da moda, vive e trabalha entre Milão e Tóquio e percorre o mundo ensinando TR Design. A técnica, que pode ser traduzida como Reconstrução Transformacional, combina os fundamentos da modelagem com a tradição do origami japonês e permite que sejam criados grandes volumes e estruturas diferenciadas nas peças.

 Shingo começou a desenvolver o TR Design há 20 anos. Trata-se de uma técnica mais intuitiva e orgânica que os tradicionais métodos de modelagem, por permitir que através do erro e das tentativas, novos resultados sejam encontrados. "Ao tentar descobrir novas combinações ou alterando seus pontos de vista, você pode chegar a soluções imprevistas, ou caminhos mais ousados que antes que você não imaginava", explica. É um processo em que o modelista vai descobrindo novas formas e chegando a novas soluções a medida que vai trabalhando.